NOTA DE REPÚDIO DA FEMEH A VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA ESTUDANTES EM UBERLÂNDIA

11 mar

NOTA DE REPUDIO DA FEMEH A VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA ESTUDANTES EM UBERLÂNDIA

 

Nós da Federação do Movimento Estudantil de História repudiamos a ação truculenta da Polícia Militar contra estudantes da Universidade Federal de Uberlândia, ocorrida no ultimo dia 27 de Fevereiro.

Na noite do dia citado, os estudantes de história faziam uma integração com calouro@s quando três viaturas da PM chegaram de forma arbitrária e truculenta, sem a menor intenção de diálogo, já com intenção prévia de invasão da casa, sem qualquer ordem judicial, para agredir as pessoas presentes no espaço. Portando armas como fuzis, cassetetes e porretes, os policiais mobilizaram mais cinco viaturas e agrediram os estudantes que agiram sem qualquer resistência ao fim da festa. Os integrantes do Centro Acadêmico de História da UFU já vinham sofrendo perseguições devido à militância.

É de extrema importância, ainda, apontar a forma como a violência foi utilizada contra mulheres. Ainda hoje em nosso país, as mulheres são fortemente oprimidas e a violência, física ou não, se mostra como uma das maneiras mais recorrentes de manifestação de poder do homem sobre a mulher. É inadmissível que mulheres que ousam lutar sejam violentadas por se contraporem a uma política dominante.

Reforçamos, assim, a necessidade da nossa luta por uma sociedade que constrói sua história considerando o papel ativo da consciência de memória dos processos vividos. Entendemos como fundamental o conhecimento e a apropriação dos processos de luta por direitos humanos travados a custo de muito sangue na história recente do nosso país, sobretudo, na ditadura militar.

O ocorrido com os estudantes de Uberlândia não se trata de uma ação pontual e isolada, muito pelo contrário, a repressão por parte da polícia militar aos movimentos sociais, a população pobre e a outros grupos marginalizados socialmente tem sido uma orientação recorrente no Brasil inteiro, demonstrando de forma clara o papel da polícia na sociedade em que vivemos de oprimir e reprimir qualquer manifestação fora da ordem posta.

É nesse sentido que nós militantes do movimento estudantil de história viemos debatendo e nos colocando na luta por uma abertura democrática dos arquivos da ditadura. Permitir ao povo a memória de um passado sangrento e autoritário é reconhecer as marcas que carregamos, não só em corpos desaparecidos e papeis queimados, mas em aparatos militares e governamentais que continuam reivindicando as mesmas práticas.

11 de março de 2012

Federação do Movimento Estudantil de História

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: