Sem avanço, bancários da Caixa decidem manter a greve em 7 capitais e 14 estados

15 out

RIO – Os bancários da Caixa Econômica Federal de sete capitais e 14 estados decidiram nesta quarta-feira não aceitar a proposta do banco e seguir em greve. A paralisação nacional entra em seu 22º dia nesta quinta-feira.

Continuam parados os empregados das cidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis e dos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Pará e Amapá, segundo informações da Confederação Nacional dos Bancários (Contraf-CUT). A proposta do banco foi aceita e a greve encerrada em algumas cidades no interior de São Paulo e do Paraná, como Bragança Paulista, Guarulhos, Jundiaí, Guarapuava, Toledo e Umuarama.

A proposta da Caixa prevê PLR (Participação nos Lucros e Resultados) que varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil, dependendo do cargo e função. Cada funcionário receberia a PLR por essa regra ou pela regra proposta pela Fenaban, que representa os bancos, para os trabalhadores da categoria em geral, o que for maior. O comando de greve tenta obter uma proposta melhor, que contemple a contratação de mais trabalhadores e a valorização salarial. Além disso, os trabalhadores querem a garantia de contratação de mais do que os 3 mil novos funcionários prometidos pela Caixa.

Representantes do Comando Nacional, da direção da Contraf-CUT e da CEE Caixa estão de plantão em Brasília, aguardando comunicação do banco para uma nova rodada de negociação. Além disso, os dirigentes sindicais estão buscando apoio de parlamentares e realizando discussões com os órgãos controladores das empresas públicas, a fim de buscar uma saída para o impasse nas negociações com a Caixa.

Outros bancos em greve

Os funcionários do Banco da Amazônia e do Banco do Estado de Sergipe (Banese) também permanecem em greve desde o dia 24 de setembro. Os trabalhadores dos dois bancos aguardam igualmente uma proposta que atenda às suas reivindicações específicas. Já os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará na noite desta quarta-feira, numa votação bastante disputada, decidiram aceitar a proposta do banco e sair da greve que continua em outras bases sindicais no Nordeste.

Os bancários da maioria das outras instituições bancárias, como bancos privados e o Banco do Brasil, voltaram ao trabalho entre sexta-feira e terça-feira, após aceitar proposta da Fenaban que prevê aumento real de 1,5%, PLR de 90% do salário mais R$ 1.024, com teto de R$ 6.680, e licença-maternidade de seis meses, entre outros pontos.

Fonte: O Globo.

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