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	<description>Canal de comunicação do Movimento Estudantil de História</description>
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		<title>NOTA DA FEMEH REFERENTE À INVASÃO DA PM AO PINHEIRINHO</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 18:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!” Na manhã de hoje, domingo, 22 de janeiro de 2012, os moradores da comunidade do Pinheirinho, próxima a São José dos Campos, foram acordados pela invasão da Polícia Militar. Com cerca de 2000 policiais, dezenas de carros,  dois helicópteros, os policiais iniciaram uma brutal reintegração de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1179&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!”</p>
<p>Na manhã de hoje, domingo, 22 de janeiro de 2012, os moradores da comunidade do Pinheirinho, próxima a São José dos Campos, foram acordados pela invasão da Polícia Militar. Com cerca de 2000 policiais, dezenas de carros,  dois helicópteros, os policiais iniciaram uma brutal reintegração de posse do terreno, ocupado em 2004 e que nos últimos dias esteve em disputa entre os moradores e a empresa antes proprietária, a falida Selecta.<br />
Nós, estudantes de História reunidos no Conselho Nacional de Entidades  de História (CONEHI), repudiamos esta ação da PM. Queremos manifestar nosso total apoio aos moradores da ocupação, que sofreram com a perda de 8 pessoas assassinadas e muitas mais que foram feridas pela força militar durante a ação ilegal de reintegração de posse que culminou ainda na prisão arbitrária de Ivan Valente (PSOL), Eduardo Suplicy (PT) e Zé Maria (PSTU). Saudamos e apoiamos também a resistência da comunidade.<br />
Atualmente, juntamente com diversos movimentos sociais, organizações, entidades, nós da FEMEH levantamos a bandeira pelo direito à memória recente do nosso país através da abertura dos arquivos da ditadura civil-militar e da punição dos responsáveis pelos crimes de tortura e assassinato ocorridos em tal período. Isto se dá por entendermos que o esquecimento e a não punição permitem que continuem acontecendo violações dos direitos humanos no Brasil, como  despejos, execuções sumárias, práticas de torturas etc. Estas violações são uma realidade corriqueira, são a regra e não a exceção do “Estado democrático de direito”.<br />
O que vimos hoje no bairro Pinheirinho evidencia que tal luta não consiste numa forma de “revanchismo” da esquerda, como certos setores da direita insistem em colocar. Também é falacioso o argumento de que o Brasil hoje vive um momento de “conciliação”, ideia absurda numa sociedade de classes. A abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos responsáveis pelos crimes cometidos no período, em nossa concepção, será um primeiro passo para a superação dos abusos e desrespeitos aos direitos humanos no nosso país, numa caminhada que só terminará na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que supere os limites impostos pelo capitalismo à classe trabalhadora e, no limite, a toda humanidade.</p>
<p>Abominamos o brutal massacre das/os moradoras/es do Pinheirinho! Todo apoio ao Pinheirinho e a todas as lutas realizadas pela classe trabalhadora!</p>
<p>São Paulo, 22 de janeiro de 2012</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Federação do Movimento Estudantil de História</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1179&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Convocatória CONEHI-SP</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 22:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA CONVOCATÓRIA A Coodenação Geral da Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Brasil, para o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 19,20,21 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1128&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color:#000000;"><strong>FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA</strong></span></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"><strong>CONVOCATÓRIA</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">A Coodenação Geral da Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Brasil, para o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 19,20,21 e 22 de janeiro de 2012 na PUC-SP em São Paulo-SP. Será garantido alojamento para as regionais que desejarem realizar COREHIs no dia imediatamente anterior ao conselho, desde que requisitado com duas semanas de antecedência.</span></p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:underline;color:#000000;">PAUTAS:</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>1- Informes;</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>2- Mesa sobre Direitos Humanos (Tribunal Popular e Rede de Proteção a militantes ameaçados de morte);</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong></strong><strong>3- XXXI Encontro Nacional de Estudantes de História;</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong><strong>4- Organizativo;</strong></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>5- Repasse das campanhas;</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">As informações acerca da estrutura física do conselho – local, alimentação, etc – serão em breve disponibilizadas pela escola sede.</span></p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:underline;color:#000000;">Contatos</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">- Coordenação Regional Sudeste I (UNIFESP): Tomaz  (11) 88290605; Elson  (11) 88136911.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">- Escola sede:  Thais Dourado (11) 6277-6946; Flor Chamys (11) 9986-6880; Carlos (11) 9646-4003.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1128&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Convocatória COREHI-NE</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/12/06/convocatoria-corehi-ne-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 20:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A Comissão Organizadora (COEREH) do III EREH &#8211; NE, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Nordeste, para o Conselho Regional de Entidades de História (COREHI) que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de dezembro de 2011 na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1114&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">A Comissão Organizadora (COEREH) do III EREH &#8211; NE, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Nordeste, para o Conselho Regional de Entidades de História (COREHI) que acontecerá nos <strong>dias 16, 17 e 18 de dezembro de 2011 na Cidade de São Luis &#8211; Maranhão</strong>.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">PAUTAS</span></p>
<p><strong>1- Informes;</strong><br />
<strong> 2- III Encontro Regional dos Estudantes de História;</strong><br />
<strong> 3- Avaliação da programação proposta para o III EREH &#8211; NE;</strong><br />
<strong> 4- Campanha pela abertura dos arquivos da ditadura;</strong><br />
<strong> 5- Campanha pelos 10% do PIB para educação pública;</strong><br />
<strong> 6- Organizativo;</strong></p>
<p>As informações acerca da estrutura física do conselho – local, alimentação, etc – serão em breve disponibilizadas pela escola sede.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Contatos</span><br />
Lycia (98) 8197 &#8211; 7772<br />
Isac Ferreira &#8211; (99) 9137 &#8211; 3656<br />
Karilene Fonseca &#8211; (99) 8135 &#8211; 2836</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1114/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1114&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Por 10% do PIB para a Educação Pública Já!!</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/11/14/por-10-do-pib-para-a-educacao-publica-ja/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 19:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano de 2011 foi marcado por muitas greves e mobilizações, sendo boa parte delas dos setores da Educação, como professores da rede estadual de ensino, dos servidores técnico-administrativos das universidades federais e também vimos quatorze reitorias de universidades, estaduais e federais, ocupadas. Toda esta mobilização denuncia o estado da educação pública da escola básica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1099&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"> O ano de 2011 foi marcado por muitas greves e mobilizações, sendo boa parte delas dos setores da Educação, como professores da rede estadual de ensino, dos servidores técnico-administrativos das universidades federais e também vimos quatorze reitorias de universidades, estaduais e federais, ocupadas. Toda esta mobilização denuncia o estado da educação pública da escola básica à universidade, e, ao mesmo tempo, afirma, que só com o aumento de investimento pode-se realizar uma efetiva ampliação com qualidade da rede de ensino público  e, especialmente, melhorias na infra-estrutura, tanto para os trabalhadores, como possibilidade de mais formação, planos de cargos e salários e o respeito ao piso conquistado na educação básica, quanto para os estudantes com a garantia de medidas de acesso e permanência, assistência estudantil, incentivo à pesquisa, mais professores e salas de aula, ainda mais neste momento de expansão desenfreada das universidades públicas.<br />
Não é à toa, que a campanha dos 10% do PIB para a Educação Pública já tem que fazer parte da construção da nossa luta cotidiana e estar sempre presente na nossa pauta de reivindicações. Esta campanha permite uma ampla reflexão sobre a situação da Educação hoje e a ampliação das lutas nas universidades, construindo a unidade dos setores combativos em torno de uma bandeira comum. O atual PNE do governo Dilma que já está tramitando no Congresso, além de incentivar parcerias público-privadas, ou seja a privatização da educação (que já se dá nas universidades com a presença de cursos pagos de pós-graduação e agora com os ataques aos Hospitais Universitários que querem entregar nas mãos das fundações), também prevê apenas 7% do PIB em 2020!</p>
<p><strong>Um pouco de História:</strong></p>
<p>Esta luta por 10% do PIB foi iniciada há mais de dez anos, quando setores da educação se organizaram em Congressos Nacionais de Educação e formularam o PNE-Proposta da Sociedade Brasileira nos idos de 1995, 1997. Diversas entidades acadêmicas, sindicatos e movimentos sociais, dentre eles o estudantil, formularam um diagnóstico da situação da educação no Brasil, indicando metas concretas para a universalização do direito de todos à educação. Na época, quando este projeto foi ao Congresso, aprovou 7% do PIB e não a proposta da Sociedade Brasileira de 10%, e mesmo assim os 7% do PIB foram vetados pelo governo Fernando Henrique Cardoso e o veto se manteve no governo Lula da Silva.</p>
<p><strong>Como vai o investimento na Educação brasileira?<br />
</strong><br />
Os dados de 2010 de acordo com o Tesouro Nacional sobre a dívida pública externa e interna são alarmantes, 1 trilhão de reais (20% do PIB) foram gastos com o pagamento anual dos juros da dívida externa e interna, enquanto isso a educação recebe um investimento de menos de 5% do PIB. E não são os trabalhadores que se beneficiam disso, mas 157 bancos nacionais ou estrangeiros que operam no país com a dívida pública interna. De acordo com o Tesouro Nacional, os credores desta dívida estão estruturados da seguinte forma: 49% do bancos, 6% com empresas não financiadas, 17% com fundos de pensão e 27% com fundos de investimento. Ou seja, o que impulsionou este crescimento não foram novos gastos com educação, saúde, moradia e reforma agrária.<br />
Enquanto isso, há 14 milhões de brasileiros em situação de analfabetismo senso estrito e 29,5 milhões analfabetos funcionais. Mediante esses dados fica a pergunta: de que adianta sermos a 7ª economia do mundo e termos 10ª pior distribuição de renda, conforme o índice de Gini, o indicador do PNUD/ONU que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de renda?</p>
<p>Nós da Federação do Movimento Estudantil de História, avaliamos que temos que construir a campanha dos 10% do PIB para a Educação Pública já nas nossas universidades, formando comitês locais, participar dos comitês estaduais da campanha e aproximar outros movimentos sociais que defendem a urgência do aumento do investimento público em educação pública. Se você quiser organizar o plebiscito em sua cidade basta imprimir a ata de eleição, a cédula e a lista de votantes que estão neste link http://dezporcentoja.blogspot.com/ e abrir as urnas.<br />
<strong>O plebiscito é do dia 06 de novembro a 6 de dezembro, mas esta luta não pára por aí!</strong></p>
<p>Para mais informações sobre o plebiscito ou sobre o tema dos 10% do PIB para a educação pública, entre em contato pelo e-mail femehnacional@yahoogrupos.com.br.</p>
<p>Federação do Movimento Estudantil de História</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1099/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1099/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1099&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>19 de Agosto: dia do Historiador. O que temos a comemorar?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 05:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dezembro de 2009 foi aprovada a lei nº 12.130, que “institui o dia nacional do historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto”. Afinal somos reconhecidos frente à sociedade! Será? Um pouco de contexto Em agosto de 2009 é proposto no Senado o Projeto de Lei 360 que visa regulamentar a profissão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1075&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.9971836800687015" style="text-align:justify;" dir="ltr">Em dezembro de 2009 foi aprovada a lei nº 12.130, que “institui o dia nacional do historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto”. Afinal somos reconhecidos frente à sociedade! Será?</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><span style="text-decoration:underline;">Um pouco de contexto</span></p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Em agosto de 2009 é proposto no Senado o Projeto de Lei 360 que visa regulamentar a profissão de historiador. Nesse projeto vemos a ausência de uma concepção explícita de historiador, a qual não nos impede de identificar a idéia que perpassa todo o texto do projeto: o historiador é aquilo que o mercado de trabalho quer que ele seja. Não importa aqui se o conhecimento a ser produzido será transformado em mercadoria e privilégio de poucos, não importa aqui se o historiador estará sendo utilizado para gerar mais lucro para empresas, não importa qual é a demanda social existente. O que importa é que o mercado de trabalho existe, e é melhor reservá-lo antes que alguém o ocupe.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Em junho de 2010 vemos uma outra medida que aponta para uma concepção de historiador cada vez menos crítica e mais voltada para o mercado de trabalho. Surge um ofício circular do MEC que determina a dissociação obrigatória entre bacharelado e licenciatura em todos os cursos onde essas habilitações ainda se mantém unidas. Na contramão da autonomia universitária &#8211; garantia constitucional -, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão &#8211; garantida pela LDB &#8211; e todos os estudos do campo da história que apontam, desde a década de 70, para a importância da formação do professor pesquisador, essa medida nefasta precariza a formação que tende a se tornar cada vez mais técnica, voltada ao mercado de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Em nosso campo profissional, cada vez mais sofremos com a flexibilização dos contratos, perda de direitos e completa desvalorização da profissão de professor &#8211; nossa principal área de atuação.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Frente a isso cabe a nós perguntar: o que há para se celebrar nesse 19 de agosto? Esse dia, uma aparente valorização da profissão de historiador, visto a luz de outras medidas colocadas hoje nos apontam para a valorização de uma determinada concepção de historiador &#8211; aquela voltada para o mercado de trabalho. Não queremos um dia para comemorar uma profissão mercantilizada. Reafirmamos a necessidade de uma formação e intervenção crítica do historiador em nossa sociedade. Assim, convocamos todos e todas as estudantes de história a realizar atividades no dia 19 de agosto &#8211; não de comemoração passiva &#8211; mas de questionamento ativo das atuais condições de trabalho do historiador. O formato das atividades fica sob a responsabilidade de cada escola &#8211; podem ser mesas, grupos de debates, discussão de filmes, intervenções artísticas, etc &#8211; que deve pensar a melhor forma de problematizar os dilemas da profissão de historiador hoje em mundo do trabalho cada vez mais precarizado.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><strong>No dia 19 de agosto questionaremos a realidade posta para celebrar nossas lutas!</strong></p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><span style="text-decoration:underline;">Material para ser distribuído nas escolas</span></p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><a href="http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/08/cartaz-dia-do-historiador-2011-femeh2.pdf">cartaz dia do historiador 2011 femeh</a></p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><a href="http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/08/panfleto-dia-do-historiador-20111.pdf">panfleto dia do historiador 2011</a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1075/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1075&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Convocatória &#8211; CONEHI Campinas 2011</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/08/10/convocatoria-conehi-campinas-2011/</link>
		<comments>http://femehnacional.wordpress.com/2011/08/10/convocatoria-conehi-campinas-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 04:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA CONVOCATÓRIA A Coodenação Geral da Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Brasil, para o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 9, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1068&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="center"><img title="femeh_logo.jpg" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=f2b7618b8d&amp;view=att&amp;th=131a73e21b186c81&amp;attid=0.1&amp;disp=emb&amp;realattid=ii_13001724d5e9f7f5&amp;zw" alt="femeh_logo.jpg" /></p>
<p align="center"><strong>FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA</strong></p>
<p align="center"><strong>CONVOCATÓRIA</strong></p>
<p align="justify">A Coodenação Geral da Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História do Brasil, para o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 9, 10 e 11 de setembro de 2011 na UNICAMP em Campinas-SP.</p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:underline;">PAUTAS:</span></p>
<p align="justify"><strong>1- Informes;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>2- XXXI Encontro Nacional de Estudantes de História;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>3- Repasse e avalição do III Seminário de Formação Política &#8211; Florianópolis 2011;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>4- Campanha pela abertura dos arquivos da ditadura;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>5- Campanha pelos 10% do PIB para educação pública;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>6- Campanha pelo Boicote ao ENADE;</strong></p>
<p align="justify"><strong></strong><strong>7- Organizativo;</strong></p>
<p align="justify">As informações acerca da estrutura física do conselho – local, alimentação, etc – serão em breve disponibilizadas pela escola sede.</p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:underline;"><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:underline;">Contatos</span></p>
<p align="justify">Coordenação Regional Sudeste I (UNIFESP): (11) 88290605 [Tomaz], (11) 88136911 [Elson]</p>
<p align="justify">CACH (UNICAMP): (19) 81960732 &#8211; tim [Alexandre]</p>
<p style="text-align:right;"><strong><a href="http://femehnacional.wordpress.com/" target="_blank">http://femehnacional.wordpress.com</a></strong></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1068/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1068/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1068&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">femeh_logo.jpg</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>FEMEH presente no ato pela punição do comandante USTRA, SP 27/07</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/08/03/femeh-presente-no-ato-pela-punicao-do-comandante-ustra-sp-2707/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 01:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A FEMEH se fez presente no ato pela punição do Comandante Brilhante Ustra, bem como de todos torturadores da ditadura, que aconteceu no dia 27 de julho em Frente ao Fórum João Mendes, centro de São Paulo. O ato aconteceu ao mesmo tempo em que 6 testemunhas de acusação que confirmavam ao judiciário que o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1049&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.43684459454379976" dir="ltr">A FEMEH se fez presente no ato pela punição do Comandante Brilhante Ustra, bem como de todos torturadores da ditadura, que aconteceu no dia 27 de julho em Frente ao Fórum João Mendes, centro de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">O ato aconteceu ao mesmo tempo em que 6 testemunhas de acusação que confirmavam ao judiciário que o Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do DOI-CODI de SP entre 1970 e 1974 foi responsável pela totura e assassinato do Jornalista Luiz Eduardo Merlino. Ainda faltaram as testemunhas de defesa que não compareceram e deverão ser ouvidas através de carta precatória.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1050" title="Ato no julgamento do Ustra III" src="http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/08/ato-no-julgamento-do-ustra-iii.jpg?w=490&#038;h=367" alt="" width="490" height="367" /></p>
<p dir="ltr">A ação foi movida pelos familiares do Jornalista Luiz Merlino que esperam o mínimo reconhecimento por parte do estado pela tortura e assassinato do jornalista. Foi também a família junto a outros movimentos sociais que impulsionaram o ato a qual a FEMEH, através da participação de estudantes da USP, UNIFESP, PUC-SP, UFMA, UECE e UFBA, se somou com palavras de ordem como &#8220;c</p>
<p dir="ltr">adeia para o Ustra! Justiça pro Merlino&#8221;, &#8220;Puni, torturador, puni torturador, ô!&#8221;, &#8220;Não esquecemos a ditadura, assassinatos e torturas&#8221;, “ô-ô-ô Dilma não vamos nos calar, queremos abertura dos arquivos já!”.</p>
<p dir="ltr">Cerca de 250 pessoas compareceram ao ato que agitou</p>
<p dir="ltr"> o centro de São Paulo chamando a atenção da população e da mídia sobre a importância de reconhecer e justiçar as torturas e os assassinatos cometidos pelo estado brasileiro, para que possamos assim superar o estado de criminalização das lutas sociais em que vivemos hoje.</p>
<p dir="ltr"><strong><a href="http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/08/panfleto-julgamento-ustra-femeh.pdf">Veja aqui</a></strong> o panfleto que a FEMEH distribuiu no ato;</p>
<p dir="ltr"><strong><a href="http://imageshack.us/g/97/legal8d2037.jpg/">Veja aqui</a></strong> mais fotos do ato;</p>
<p dir="ltr">Veja também mais notícias e a repercussão do ato:</p>
<p dir="ltr"><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/testemunhas-sao-ouvidas-em-acao-contra-coronel-reformado-ustra.html">http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/testemunhas-sao-ouvidas-em-acao-contra-coronel-reformado-ustra.html</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://brasildefato.com.br/node/6948">http://brasildefato.com.br/node/6948</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2011/07/30/amigos-e-parentes-pedem-condenacao-de-ustra-pela-morte-do-jornalista-luiz-eduardo-merlino.jhtm">http://noticias.uol.com.br/politica/2011/07/30/amigos-e-parentes-pedem-condenacao-de-ustra-pela-morte-do-jornalista-luiz-eduardo-merlino.jhtm</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/950603-ato-em-sao-paulo-lembra-vitimas-da-ditadura-militar.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/poder/950603-ato-em-sao-paulo-lembra-vitimas-da-ditadura-militar.shtml</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=2&amp;data=251">http://www.ternuma.com.br/ternuma/index.php?open=2&amp;data=251</a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QozdarxpgME">http://www.youtube.com/watch?v=QozdarxpgME</a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1049/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1049/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1049&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://femehnacional.wordpress.com/2011/08/03/femeh-presente-no-ato-pela-punicao-do-comandante-ustra-sp-2707/feed/</wfw:commentRss>
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		</media:content>

		<media:content url="http://femehnacional.files.wordpress.com/2011/08/ato-no-julgamento-do-ustra-iii.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Ato no julgamento do Ustra III</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Audiência Torturador Ustra (Caso Merlino) &#8211; Ato Público pela punição dos torturadores e pela abertura dos arquivos da ditadura</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/07/25/audiencia-torturador-ustra-caso-merlino-ato-publico-pela-punicao-dos-torturadores-e-pela-abertura-dos-arquivos-da-ditadura/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 17:51:38 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tod@s em SP à RUA! Nesta próxima quarta-feira, 27/07, às 14h30, no Fórum João Mendes, Centro de São Paulo haverá a audiência do caso do Jornalista Luiz Merlino, torturado e assassinado pela Ditadura Militar a comando de Brilhante Ustra na sede do DOI-CODI Paulistano na década de 1970. Diante disso haverá um ato que está [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1017&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tod@s em SP à RUA!</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta próxima quarta-feira, <strong>27/07</strong>, às <strong>14h30</strong>, no <strong>Fórum João Mendes</strong>, Centro de São Paulo haverá a audiência do caso do Jornalista Luiz Merlino, torturado e assassinado pela Ditadura Militar a comando de Brilhante Ustra na sede do DOI-CODI Paulistano na década de 1970.<img class="alignright" src="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2011/07/merlino_foto3.jpg" alt="" width="317" height="379" /></p>
<p style="text-align:justify;">Diante disso haverá um ato que está sendo convocado pelo Coletivo Merlino e o Grupo Tortura Nunca Mais/SP para a frente do Fórum João Mendes, com concentração a partir das 12h30. Um ato em protesto a situação conservadora e recionária que a questão da punição dos torturadores e abertura dos arquivos da ditadura segue no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso convidamos todas e todos estudantes de História presentes na terra da garoa neste dia 27 a se fazerem presentes de corpo, voz e alma e gritar junto com as companheiras e companheiros ex-presos políticos, familiares e lutadoras dos direitos humanos pela punição dos torturadores da ditadura e pela abertura dos arquivos da ditadura.</p>
<p style="text-align:justify;">Vamos levar faixas e cartazes para demonstrar o apoio dos e das estudantes de história e a luta contra a ditadura do passado e do presente!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/femehnacional.wordpress.com/1017/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/femehnacional.wordpress.com/1017/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=1017&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>FORÇADOS A MATAR</title>
		<link>http://femehnacional.wordpress.com/2011/06/25/forcados-a-matar/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 18:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No processo do Araguaia, o silêncio oficial dos militares contrasta com as muitas vozes dos camponeses sobre uma história de crueldade e medo. VEJA  O VÍDEO: 5 MIL CRUZEIROS POR CABEÇA Eles viviam em povoados de nomes remotos como Palestina do Pará ou Chega Com Jeito, às vezes isolados, no meio da mata, entre os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=949&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span class="Apple-style-span" style="font-size:13px;font-weight:normal;"><strong><em>No processo do Araguaia, o silêncio oficial dos militares contrasta com as muitas vozes dos camponeses sobre uma história de crueldade e medo.</em></strong></span></h2>
<p><a href="http://apublica.org/2011/06/video-tres-colaboradores-contam-sua-historia/">VEJA  O VÍDEO: 5 MIL CRUZEIROS POR CABEÇA</a></p>
<p>Eles viviam em povoados de nomes remotos como Palestina do Pará ou Chega Com Jeito, às vezes isolados, no meio da mata, entre os castanhais que ajudavam no sustento das famílias, baseado nas roças de mandioca, milho, arroz, feijão. Pescavam nos igarapés do Araguaia e sabiam se orientar na floresta, seguir o rastro de um veado ou caititu – abatido com tiro de espingarda e carneado ainda quente, com as facas afiadas, para facilitar o transporte da caça até a casa, onde seria assado na brasa ou cozido lentamente no leite de castanha.</p>
<p>Curavam com ervas e rezas as crises de malária, e gostaram quando os rapazes e moças chegaram da cidade grande trazendo remédios e conhecimento para socorrer um parto difícil, curar uma ferida, aliviar dores. Os “paulistas”, quase todos jovens, compravam da farinha e do mel, e pareciam à vontade em suas casas, fumando e palestrando até a lua ir alta no céu.<a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/05/guerrilha-2.jpg"><img title="guerrilha 2" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/05/guerrilha-2.jpg" alt="" width="275" height="182" /></a></p>
<p>Para aquela gente abandonada pelo governo, não era difícil simpatizar com o que eles diziam sobre combater desigualdades e lutar pela posse da terra em que viviam, não raro grilada pelos donos das fazendas com ajuda do Incra – que logo abrigaria também os agentes da repressão, disfarçados de engenheiros.</p>
<p>Quando os “doutores” começaram chegar, vários camponeses já eram amigos dos “paulistas”, a quem avisaram sobre a presença de gente estranha perguntando sobre eles.  À medida que os guerrilheiros recuavam para o interior da mata, o medo crescia entre os que ali moravam, atordoados pelos helicópteros e teco-tecos sobrevoando a floresta, lançando bombas.</p>
<p>Os “doutores” já não escondiam que eram oficiais militares e se mantinham à paisana, mas cercados de soldados armados, pressionando os moradores a dizer onde estavam os “paulistas” e alertando-os sobre os riscos que corriam se não entregassem os “terroristas” às Forças Armadas.</p>
<p>Foi o início da “guerra”, como os que vivem no Araguaia se referem até hoje à primeira metade da década de 1970. Lavradores, marisqueiros, castanheiros, caçadores, garimpeiros, e até índios suruís seriam envolvidos na operação que mobilizou 6 mil militares e deixou 67 guerrilheiros e um número indeterminado – e bem maior – de camponeses mortos, sem sepultura conhecida ou certidão de óbito.</p>
<p>As marcas da crueldade exercida pelas Forças Armadas brasileiras ficaram em todos os que viveram o conflito como colaboradores, vítimas ou testemunhas, mudando para sempre a vida no sertão do Araguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PRISÕES EM MASSA</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com testemunhos constantes nos 149 volumes do processo, no início foram perseguidos apenas os que tinham amizade com os guerrilheiros, como o barqueiro Lourival Fontes, encontrado “suicidado” na cela da delegacia de Xambioá, em 21 de maio de 1972.</p>
<p><a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/05/guerrilha-do-araguaia_.jpg"><img title="guerrilha-do-araguaia_" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/05/guerrilha-do-araguaia_.jpg" alt="" width="520" height="367" /></a>O processo revela ainda que, à medida que o número de presos crescia, alguns buracos fundos eram abertos no terreno das bases militares e passaram a servir de prisão. De lá, os camponeses eram retirados para “dançar” sobre latas abertas ou tições de fogo, forçados a beber água com sal ou sabão quando tinham sede, humilhados e espancados em rodas de “taca”(surra). Os que se prontificavam a colaborar, denunciando ou mesmo prendendo os guerrilheiros, recebiam 1.000 cruzeiros por captura. Os mateiros – que sabiam se orientar na floresta, caçar e sobreviver na natureza – também eram usados como guias nas expedições militares, às vezes, inclusive, uniformizados.</p>
<p>Nesses primeiros meses de 1972, as mortes ocorriam quase sempre em combate, ou em decorrência de torturas, a cargo de militares da região, e às vezes repetidas em outros centros de tortura como o PIC (Pelotão de Investigações Criminais) de Brasília, e os DOI-Codis, para onde os guerrilheiros eram enviados para novos interrogatórios.</p>
<p>À medida que as operações militares se sucediam, sem conseguir apanhar os guerrilheiros, os “doutores” aumentaram a pressão sobre os moradores da região para coagi-los a colaborar, realizando prisões em massa – há casos, como o da cidade de Bom Jesus do Araguaia, em que todos foram retirados de suas casas e alojados em casas de palha patrulhadas por policiais e militares. Tiraram assim o sustento das famílias, que ficaram sem os homens adultos, detidos ou enviados para missões na selva.</p>
<p>Os próprios camponeses passaram a ser encarregados de vigiar e punir vizinhos e parentes presos, de enterrar corpos dos mortos sob tortura e de emboscar os “paulistas”, que às vezes os visitavam em busca de mantimentos.</p>
<p>A partir da terceira campanha militar, que começou em outubro de 1973 com o objetivo de localizar e exterminar os guerrilheiros, os mateiros passaram a ser cada vez mais empregados nas patrulhas ou em expedições clandestinas – até mesmo sem a presença de militares, o que é ilegal em qualquer guerra, conforme a Convenção de Genebra.</p>
<p>Diversas operações que resultaram na prisão e morte de guerrilheiros atribuídas pelas Forças Armadas aos GC (grupos de combate) – e aos paraquedistas comandados pelo general Hugo Abreu – envolveram na realidade mateiros retirados da prisão e embarcados em helicópteros, de onde saltavam a mando dos militares, armados de espingarda e facão.  Na mochila, levavam um saco plástico grosso para trazer aos “doutores” as cabeças dos homens abatidos na caçada.</p>
<p>Dos 62 guerrilheiros mortos no Araguaia, de acordo com a lista do livro “Habeas Corpus – Que se apresente o corpo”, da Secretaria de Direitos Humanos, 25 teriam sido presos ou mortos com a ajuda dos mateiros (13 presos, 12 mortos).</p>
<p>Mas esse número pode ser ainda maior. Alguns mateiros, que diziam ter presenciado a morte ou enterrado os guerrilheiros, mais tarde confessaram ter participado de suas mortes, <a href="http://apublica.org/2011/06/cabecas-cortadas-corpos-insepultos/">incluindo três de quatro casos em que os corpos foram decapitados</a>.</p>
<p>Recentemente também se descobriu que eles participaram das operações limpeza, promovidas pelos militares desde os anos finais da guerrilha, <a href="http://apublica.org/2011/06/apagando-o-rastro/">desenterrando corpos e os levando para outros locais para dificultar as buscas</a>.</p>
<p>Parte dos ex-mateiros, soldados, pequenos agricultores e moradores da região do Araguaia reivindica, na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, indenizações pelas torturas, prisões e prejuízos que teriam sofrido na época.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>HISTÓRIAS DE TERROR</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios-v1.jpg"><img title="araguaia_varios -v1" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios-v1.jpg" alt="" width="550" height="360" /></a>Os contornos dessa história vêm de dezenas de depoimentos anexados ao processo 82.0024682-5, aberto em fevereiro de 1982, na 1a Vara da Justiça Federal, por iniciativa dos familiares de 25 guerrilheiros desaparecidos.</p>
<p>Camponeses que testemunharam ou colaboraram com a prisão, morte e enterro dos desaparecidos foram ouvidos por jornalistas, pesquisadores e defensores de direitos humanos e, mais recentemente, por  membros do Ministério Público e pela juíza Solange Salgado – a mesma que em 2003 promulgou sentença exigindo da União a localizar e entregar os corpos dos guerilheiros às famílias.</p>
<p><a href="http://apublica.org/2011/06/video-tres-colaboradores-contam-sua-historia/">VÍDEO: 5 MIL CRUZEIROS POR CABEÇA</a></p>
<p>Em 2009, depois da União esgotar todos os recursos judiciais possíveis contra a sentença, foi constituído o Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), chefiado pelo Ministério da Defesa, com a missão de recolher documentos e depoimentos dos envolvidos na guerrilha e empreender buscas e escavações para resgatar os corpos.</p>
<p>São eles as principais fontes de informação do processo, já que os militares recusam-se a entregar seus arquivos secretos – enviando seguidamente os mesmos relatórios incompletos sobre os desaparecidos (há mais de 30 mil páginas de documentos repetidos no processo, conforme a Pública apurou). Eles também se negam a depor; os que o fizeram, optaram por fazê-lo de modo anônimo, diretamente à juíza (<a href="http://apublica.org/2011/06/%E2%80%9Co-terrorismo-de-estado-persiste-ate-hoje%E2%80%9D-diz-juiza/">leia entrevista com a juíza Solange Salgado</a>).</p>
<p>Além de esclarecer as circunstâncias da prisão e morte de diversos guerrilheiros, os depoimentos mostram que a tortura praticada contra os “terroristas” foi adaptada para destruir o caráter e a dignidade dos que se viram apanhados pelo conflito sem condições de resistir.</p>
<p>Famílias inteiras foram torturadas – como aconteceu com Oneide, mulher de Antonio Alfredo de Lima, camponês que aderiu à guerrilha, e os filhos do casal. Outro camponês/guerrilheiro, conhecido como Pedro Carretel, foi preso junto com a esposa, Joana Almeida, e exibido a ela vestido de mulher, antes de ser executado. No caso de Luiz Vieira, outro camponês que se juntou aos guerrilheiros morto pelo Exército, a família foi impedida de resgatar o corpo, embora soubesse onde estava. O seu filho, depois de preso, foi obrigado a se alistar no Exército.</p>
<p>O exemplo mais estarrecedor, no entanto, aparece no relatório do GTT de agosto de 2010, envolvendo a prisão e a morte do camponês José Ribeiro Dourado, conhecido como Zé da Madalena, e de seu filho, Deusdete.</p>
<p>Narrado pela esposa de Zé, e mãe de Deusdete, Madalena de Souza Ribeiro, e por seu neto Wecsley, filho de Deusdete, o episódio começa com a prisão do chefe de família, Zé da Madalena, em 1972, quando trabalhava em sua roça na região de Pau Preto. Ali mesmo, conta Madalena, Zé foi colocado em cima de um formigueiro por diversos dias para que confessasse seus laços com os guerrilheiros. Depois, foi levado preso até a base militar de Xambioá. Desesperada, Madalena, como muitas mulheres em sua situação, abandonou a terra e os animais para seguir com os filhos para onde tinham levado o marido.</p>
<p>Ao chegar na base, seu filho, Deusdete, foi preso. Alguns dias depois, desceria ao inferno.</p>
<p>Como confessaria a Wecsley, seu filho mais velho e neto de Zé da Madalena, Deusdete foi obrigado pelos militares “a cortar cipós, molhar na água e chicotear os presos que se encontravam em um buraco, inclusive o seu pai”.</p>
<p>Pouco antes de morrer, minado pela depressão e o alcoolismo, Deusdete também levou o filho à base militar de Xambioá e mostrou o local em que “estariam enterradas cabeças, perto de uma palmeira tucum”.</p>
<p>Tempos depois, já com o marido e o filho morto, Madalena “soube por outros camponeses que saíram da prisão que houve uma tentativa de fuga de Zé da Madalena” e ,quando consegiram prendê-lo novamente, “os maus tratos e as torturas aumentaram, até que um determinado dia foi retirado por militares do buraco, levado para o lugar aonde os presos eram torturados”. “Que do referido buraco, os presos ouviram as pancadas e gritos até que ocorreu o disparo de uma arma e o sr. José nunca mais foi visto”, prossegue o depoimento.</p>
<p>Dona Madalena “soube também pelos camponeses presos o que ocorreu com o seu filho (Deusdete). Que além de forçado a bater nos presos, Deusdete cortou a cabeça de seu pai”.</p>
<p>Esse seria o motivo, diz ela no testemunho, do descontrole emocional do filho, que o teria levado a beber até morrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BICOS DE PAPAGAIO</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O caso – extremo – mostra o grau de desestruturação dos camponeses diante da pressão dos militares – à época, “donos” do país e da região –, e da crueldade dos métodos que se viram forçados a compartilhar, no mínimo como testemunhas.</p>
<p>Nesse sentido, é esc<a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios_2.jpg"><img title="araguaia_varios_2" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios_2.jpg" alt="" width="268" height="228" /></a>larecedor o depoimento de Sinésio Martins, 86 anos, que se tornou colaborador do Exército depois da prisão, gravado em DVD pelo Ministério Público em 2008. (<a href="http://apublica.org/2011/06/video-tres-colaboradores-contam-sua-historia/">VEJA O VÍDEO</a>)</p>
<p>“Eu estava em Xambioá no meio da rua, quando fui preso por dois soldados. Não tinha motivo. Eu morava fora, na mata, tinha minha terra, gadinho, minha tropa, criação, porco, bode, tinha uma roça de arroz, feijão que era uma maravilha. Passei 18 dias dormindo no chão, pegando chuva, sol, muriçoca, sem o direito de botar ao menos um papelzinho por baixo assim da cabeça”.</p>
<p>Ele conta em, seguida que os soldados chegaram ao curral pedindo que os 44 homens presos formassem uma fila. “Chegou a minha vez e eles perguntaram: ‘Você conhece a Pedra do Almoço?’ ‘Conheço. Por cima de São Geraldo, dentro do igarapé. Quando os barqueiros saíam para buscar castanha, lá ela era lugar de almoçar por causa de uma laje muito boa”, conta com simplicidade o homem que a partir daquela conversa com o “chefe” – que se fazia chamar “doutor César” – seria incumbido de caçar, matar e entregar aos militares as cabeças cortadas de pelo menos dois guerrilheiros que ele conhecia há tempos: Arildo Valadão, 25 anos, e Jaime Petit, 28 anos.</p>
<p>Embora tenha recebido 5 mil cruzeiros por cabeça entregue, ele afirma que não havia promessa de recompensa quando ele e mais dois mateiros foram obrigados a saltar do helicóptero do Exército com uma mochila, uma espingarda e um “saco forte de plástico branco” onde deveriam depositar “os bicos de papagaio” – “para não falar as cabeças dos homens”, elucida seu Sinésio.</p>
<p>“Quando nós saímos, ele (o militar) foi na porta (do helicóptero) e fez assim ó (faz gesto de cortar a cabeça). Quis dizer que se nós fugíssemos eles cortavam as nossas cabeças”, afirma.</p>
<p>De acordo com o depoimento, seu Sinésio e os companheiros, Raimundo e Iomar Galego, combinaram não levar nada que os identificassem como agentes do Exército, pois se encontrasse os “paulistas”, diriam que também estava fugindo dos militares.</p>
<p>Em menos de três dias, localizaram os guerrilheiros Ari (Arildo), Raul (Antonio Theodoro de Castro) e Josias (Jonas) no meio da mata.</p>
<p>“Nós escutamos mexer as folhas assim, aí a gente se agasalhou, pra frente do mato, parecendo um pau. Nós não pensamos que era gente não, nós pensamos que era anta ou veado, ia arrastando aquilo com aquela força, né? Aí eu botei a espingarda, Iomar botou a espingarda e atirou no Ari, e e eu parei o outro (Raul) com a espingarda na frente e atirei, mas só pegou na mochila, e diz que tinha um prato de malto e o prato foi que recebeu o tiro, aquilo não fura, aí ele tirou a mochila assim e ó (fugiu). E o Josias nós não vimos, estava escondido. E quando ele (Ari) caiu, eu disse: “Despe o homem e tira o bico do papagaio. Porque a ordem era essa”.</p>
<p>Uma semana depois, entregaram a cabeça ao “doutor César”, que os remunerou pelo “trabalho”.</p>
<p>Seu Sinésio carregaria pelo menos mais uma morte nas costas, a de Jaime Petit, assassinado quando estava perdido e doente, morando sozinho em uma choupana de palha.<a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios_v3.jpg"><img title="araguaia_varios_v3" src="http://apublica.org/wp-content/uploads/2011/06/araguaia_varios_v3.jpg" alt="" width="270" height="237" /></a></p>
<p>“O Jaime atirou dois tiros e errou, e não atirou mais porque a bala engasgou na arma; aí a equipe – que dessa vez, além dos mateiros, tinha um sargento no comando e dois índios suruí como rastreadores – atirou muito”.</p>
<p>Mais uma vez, o corpo ficou insepulto na mata. A cabeça cortada foi na mochila de um dos mateiros para ser entregue ao dr. Augusto, que os recompensou com a mesma quantia.</p>
<p>“O Jaime estava muito magro, as pernas cheias de feridas de leishmaniose”, diz seu Sinésio, com desconcertante pesar. “Quando acabou tudo, os índios choravam e diziam: ‘Nunca mais nós vamos vir aqui’”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por Marina Amaral de <a href="http://apublica.org/2011/06/forcados-a-matar/">http://apublica.org/2011/06/forcados-a-matar/</a></strong></p>
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		<title>NOTA DE CANCELAMENTO DO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA DE 2011 EM FLORIANÓPOLIS</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 07:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femehnacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Viemos através desta nota justificar a não realização do Encontro Nacional dos Estudantes de História (ENEH) no ano de 2011 em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  É com muito pesar que a Comissão Organizadora do ENEH (COENEH), juntamente, com o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI), realizado em Aracajú na Universidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=femehnacional.wordpress.com&amp;blog=8772226&amp;post=944&amp;subd=femehnacional&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;" align="center">Viemos através desta nota justificar a não realização do Encontro Nacional dos Estudantes de História (ENEH) no ano de 2011 em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  É com muito pesar que a Comissão Organizadora do ENEH (COENEH), juntamente, com o Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI), realizado em Aracajú na Universidade Federal de Sergipe (UFS), nos dias 03 a 05 de Junho de 2011 faz esse anúncio.</p>
<p style="text-align:justify;">Esperamos contar com a compreensão de todos/todas os/as estudantes e a manutenção do comprometimento na construção do Movimento Estudantil de História na difícil conjuntura que enfrentamos, intensificada pelo cancelamento do Encontro, ou seja, se faz nesse momento, mas do que nunca, necessária a colaboração na construção da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH). Abaixo pontuaremos os principais motivos que levaram o Conselho e a COENEH a tomarem essa difícil decisão.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Histórico da COENEH:</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">                Foi deliberado na plenária final do XXX ENEH realizado em Fortaleza na Universidade Estadual do Ceará (UECE), que o XXXI ENEH seria realizado em Florianópolis. Desde então a COENEH vem trabalhando na construção do encontro. No segundo semestre de 2010, foram pensadas grande parte das questões estruturais do encontro, tais como alojamento, alimentação, segurança, limpeza, banheiros, etc. Foi a partir do CONEHI realizado em Curitiba na Universidade Federal do Paraná (UFPR) nos dias 20 e 21 de dezembro de 2010 que a cara do encontro foi melhor delineada. Isso faz parte de um acúmulo da federação, onde o encontro não é fruto somente da construção da COENEH, mas de um esforço coletivo de formulação e prática de toda a federação. Lá foi definido por centros acadêmicos de todo o Brasil a programação a ser levada a cabo no encontro, abrindo-se espaço para avanços maiores na sua organização. A partir de então foram trabalhados contatos com os palestrantes, garantia de espaços para a realização das palestras e grupos de discussão, bem como o contato com as escolas do país para a articulação de cadernos de textos para os pré-ENEHs, construção do curso de coordenadores e o acompanhamento do andamento do encontro como um todo.</p>
<p style="text-align:justify;">                Durante o primeiro semestre desde ano várias dificuldades foram surgindo em pontos que já estavam garantidos o que fez com que houvesse uma alteração significativa no calendário de planejamento da COENEH, se voltando a coisas que já estavam certas para o encontro e atrasando outras, como, por exemplo, o site do evento e a abertura das inscrições. Passaremos agora a descrição desses contratempos citados.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Corte de verbas do Governo Federal na Educação</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;"> Em março de 2011, ou seja, no início do semestre letivo na UFSC recebemos a notícia, assim como todo o Brasil, de um corte de 50 bilhões para gastos sociais. Destes 1,3 bilhões se referiam somente a Educação Superior. Esse corte tem afetado o cotidiano das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) em todo o país. Escolas estavam com dificuldades de articular ônibus para o Encontro e ao mesmo tempo a COENEH recebeu uma diminuição, quase que total em várias das garantias de custeios dadas pela Reitoria da universidade. Essa redução de apoio financeiro se fundamentava neste corte. Perdemos todas as diárias e passagens dos palestrantes que viriam para o encontro, bem como, chuveiros e banheiros químicos, kits para os encontristas, camisetas, segurança e limpeza, dentre outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Dadas as condições materiais que nos foram postas, totalmente diferentes das até então conquistadas para o encontro a COENEH se debruçou em um constante trabalho de buscar alternativas para o financiamento deste.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Gastos</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Mesmo com essas condições adversas a COENEH, nessa constante busca por financiamentos alternativos continuava fortemente centrada na construção para a realização do encontro. A menos de um mês da presente data nos foi informado pela Administraç                ão do Restaurante Universitário que o mesmo fecharia para manutenção entre os dias 23 de julho a 7 de agosto, coisa que não acontecia antes, o R.U. permanecia funcionando normalmente no recesso de inverno. Dado este novo fator atuamos em duas frentes, uma em fazer orçamentos e buscar formas de alimentação sem o R.U, outra, em negociar com a Reitoria para que o restaurante permanecesse aberto na data do evento, já que o mesmo havia sido comunicado desde de setembro de 2010 a universidade. Essas negociações foram exaustivas, inclusive membros da Coordenação Nacional da FEMEH estiveram envolvidos presencialmente em algumas dessas reuniões. Esgotando totalmente a possibilidade do R.U. ficar aberto, mesmo que só em uma parte do evento, analisamos os orçamentos das empresas, sendo que antes entramos em contato com movimentos sociais e iniciativas como a Economia Solidária para articular a alimentação onde não obtivemos sucesso, já que Florianópolis não conta com esse tipo de organização.</p>
<p style="text-align:justify;">A questão da alimentação somada às conseqüências do Corte da Educação trouxeram uma difícil realidade a ser enfrentada pela COENEH e pela FEMEH, o valor do encontro tornar-se-ia muito alto. A inscrição com alimentação pensada em um número de 2000 pessoas ficaria em torno de R$ 215,00 sendo que caso esse número de inscrições não fossem feitas o encontro teria um enorme prejuízo. A inscrição sem alimentação ficaria em torno de R$ 100,00, pois teríamos que arcar com praticamente todos os gastos do encontro, inclusive o espaço físico das plenárias que é cobrado para as atividades da comunidade universitária, na verdade, uma enorme caixa preta dentro do campus (Centro de Cultura e Eventos).</p>
<p style="text-align:justify;">Vimos que seria inviável realizar o encontro sem o R.U. ou sem alimentação dado que os restaurantes do entorno não comportariam o número de pessoas do encontro, tendo em vista ainda que o custo de vida de Florianópolis é muito alto, uma das capitais brasileiras mais caras de se viver. Nesse sentido pensamos na mudança de data, em antecipar o evento em uma semana, tendo assim o restaurante aberto. Alguns problemas impossibilitaram que isso fosse feito, dentre eles: se antecipássemos o encontro, não teríamos alojamentos, pois eles seriam feitos em salas de aulas que não estariam liberados nessa data, os palestrantes que viriam para o encontro estarão, assim como vários estudantes no Simpósio Nacional de História da Associação Nacional de História (ANPUH), este ponto ainda impossibilitaria várias delegações que conseguiram ônibus em suas universidades, mesmo com dificuldades, que não poderiam coincidir com o Seminário Nacional de História, já que, com o Corte a prioridade de ônibus são os eventos acadêmicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro ponto que dificultou a articulação estrutural do evento foi a proibição de festas no campus universitário. Isso intensificou os gastos, já que teríamos que alugar lugares para realizar parte das culturais, pois mesmo com a proibição conseguimos negociar e conquistar metade das culturais no campus. Esse ponto afeta o bom andamento dos espaços de integração e socialização dos encontristas.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Concepção de Encontro</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Dentro da construção da federação, lembrando que o ENEH é parte fundamental de sua organização, sendo seu espaço máximo de deliberação, criamos uma concepção de Encontros. Fazer um encontro com altos custos tendo que passar isso para o valor das inscrições elitizaria demais o público do evento, sem contar com a redução de participantes que ocasionaria uma imensa dívida para a FEMEH.</p>
<p style="text-align:justify;">Elitizar o encontro dessa forma, tendo em mente a realidade dos estudantes de história em nosso país seria no mínimo contra toda a concepção que temos de encontro, sendo ele um espaço que articula o viés acadêmico, político e cultural possibilitando uma ampla participação de todos e todas que queiram estar nesse espaço.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Universidades e Encontros</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">É importante lembrar que as universidades brasileiras não possuem políticas e estrutura para realização de encontros de estudantes. As universidades não dão estrutura e nem incentivo para que esse tipo de atividade aconteça, sendo que para ela não é conveniente que o movimento estudantil tenha amplos espaços de discussão, acumulo e integração, já que geralmente são nesses espaços onde o movimento formula suas bandeiras de luta e sua organização em si que nem sempre está de acordo com os interesses das Reitorias e governos. Nos últimos dois anos vemos que essa falta de política vem se intensificando, na verdade ela não é uma falta inocente e sem motivos, faz parte de uma concepção de universidade que não passa pela inclusão desse tipo de espaço, ou seja, essa dificuldade de construção dos encontros não é uma coisa isolada mais sim estrutural. A falta de comprometimento da Administração Central da UFSC com a realização do ENEH é uma prova disso, onde são dadas várias garantias e de última hora elas são cortadas, em parte pelo Corte de verbas, mas também por um não comprometimento com a federação, com o movimento e, sobretudo, com os estudantes de história de todo o Brasil.</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Rumos e Seminário de Formação Política</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Em uma realidade onde o XXXI ENEH não é possível de se realizar em julho de 2011 temos a necessidade de pensar como garantir uma organicidade mínima da federação e o Movimento Estudantil de História para este ano e a rearticulação do XXXI ENEH. Nesse sentido a COENEH, juntamente com a FEMEH, vê a necessidade de um espaço de articulação em julho de 2011. É importante ressaltar que o Seminário de Formação Política, proposta que realizaremos, não estará em momento algum substituindo o ENEH, mas estará organizando a próxima escola sede e toda organicidade da federação.</p>
<p style="text-align:justify;">O Seminário de Formação Política (SFP) acontecerá de 18 a 24 de julho de 2011 em Florianópolis tendo um número máximo de 300 pessoas, vagas essas que serão indicadas e articuladas via Centros e Diretórios Acadêmicos. A programação, bem como demais informações sobre o SFP poderá ser encontrado no site da FEMEH em breve, porém desde o presente momento as escolas aqui presentes vão articular as demais para que participem do Seminário. No final do Seminário haverá um CONEHI que deliberará sobre o ENEH e demais demandas.</p>
<p style="text-align:justify;">É importante que até o SFP as escolas estejam vendo a possibilidade de realizar o XXXI ENEH e ao mesmo tempo se articularem para participar do Seminário e CONEHI.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais uma vez pedimos a compreensão de todos e colaboração na construção efetiva do Movimento Estudantil de História para garantir sua continuidade organizativa assegurando assim que atividades como o Encontro Nacional continuem acontecendo de forma contínua e qualitativa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;" align="right"><strong><em>Comissão Organizadora do XXXI Encontro Nacional dos Estudantes de História (COENEH)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="right"><strong><em>Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;" align="right"><strong><em>Centro Acadêmico Livre de História (CALH/UFSC)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;" align="right"><em>Aracaju, 6 de Junho de 2011.</em></p>
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